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Uma borboleta pousar no seu ombro é mais do que sorte

Cerca de 20% das espécies de pássaros vivem nas cidades, mas quando foi a última vez que você ouviu o canto de um bem-te-vi? A proteção a pássaros e insetos polinizadores, como abelhas e borboletas, se tornou preocupação da gestão pública. Diversas iniciativas estão tentando mudar o cenário de extinção desses delicados voadores.

Em Londres, há uma iniciativa em curso para aumentar os espaços seguros para passarinhos. O Projeto Ninho (The Nest Project) propõe a instalação de casinhas, feitas de plástico corrugado e forradas por aparas de lápis, para servir de base para a construção de ninhos. A ideia é que escolas adotem a ideia, apontem lápis dentro da casinha (que vem com um apontador acoplado) e depois as instalem em lugares estratégicos para que os pássaros tomem posse. O projeto ainda não está implantado. Voluntários podem se cadastrar no site do projeto para ajudar a Fieldwork Facility na instalação e na entrega das casinhas.

Em Oslo, a preocupação da prefeitura é com as abelhas, polinizadoras naturais, que estão em risco de extinção na Noruega. Foi desenvolvida uma rota com flores, jardins, varandas e telhados verdes para proteger as espécies, essenciais para a agricultura. Canteiros com flores, cheias de néctar, se tornam “estações de alimentação” para que as abelhas possam seguir seu caminho polinizador pela cidade. Espera-se que elas passem por Oslo e sigam para o norte do país. No site (em norueguês) é possível ver as rotas das abelhas.

Os Estados Unidos têm um projeto parecido. O governo federal está criando uma “autoestrada” para ajudar as borboletas monarca em sua migração anual do Canadá ao México. Elas se reúnem em Minessota e viajam juntas até o estado de Michoacán, região central mexicana. Depois de três meses, elas voltam à terra natal. Antigamente, mais de 200 milhões de borboletas chegavam ao Parque Nacional da Borboleta Monarca. Devido ao crescimento da agricultura na região e às mudanças climáticas, a população que consegue finalizar a viagem vem diminuindo drasticamente – uma redução de cerca de 90% – nos últimos anos. A esperança do governo americano para melhorar esses números é o corredor de 2.500 quilômetros do estado de Minessota, no centro dos EUA, até a fronteira com o México.

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