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Um sonho: a bateria do seu celular parar de te deixar na mão

Telas mais brilhantes, processadores velozes, capacidades de armazenamento cada vez maiores. A tecnologia móvel avança a largos passos. Nessa corrida, parece ter ficado para trás um “pequeno” detalhe: a forma e a capacidade das baterias recarregáveis. Basta se lembrar dos velhos (nem tão velhos assim) tempos  em que a carga daquele seu tijolão durava uma semana. Os celulares ganharam mais funções, estão bem mais leves e o tempo que passamos neles é consideravelmente maior, mas a tecnologia empregada nas baterias não avançou na mesma velocidade que a dos processadores. Além do desafio de fazer com que durem mais, elas também precisam ficar cada vez menores e maleáveis, para serem aplicadas em smartwatches e outros dispositivos usáveis – o futuro da comunicação móvel.

Este mês, um grupo de pesquisadores da Escola de Engenharia de Materiais, Transporte e Energia da Universidade de Arizona, EUA, divulgou a criação de uma bateria de íon-lítio flexível. Leve e eficiente, ela é capaz de carregar o Samsung Galaxy Gear 2 e pode ser instalada nas pulseiras de smartwatches. Os cientistas se inspiraram na técnica japonesa do kirigami (dobras e cortes de papel) para criar a bateria maleável, que atinge até 150% do seu tamanho natural sem danos à performance. As dobras e cortes contribuem para que a superfície continue uniforme durante a movimentação. Baterias flexíveis foram anunciadas em outros centros de pesquisa, mas a vantagem desta é a compatibilidade com as técnicas de manufatura existentes e com a tecnologia já disponível comercialmente.

Veja como ela funciona no vídeo abaixo:

Na Universidade de Stanford, outra bateria está fazendo a indústria tecnológica salivar. Ainda em desenvolvimento, ela é extremamente rápida e construída com alumínio e grafite, materiais menos tóxicos e perigosos. Em comparação com as de íon-lítio, que carregam os celulares atuais, a de alumínio-íon poderá ser recarregada mais de 7.500 vezes sem perder sua capacidade e promete recarregar um smartphone em apenas 60 segundos. Para efeito de comparação, as de íon-lítio fazem por volta de 1.000 ciclos e demoram horas para completar uma carga. O segredo está na combinação de materiais para produzir voltagem suficiente, que dure por milhares de ciclos de carga e descarga, e que seja mais segura e ecológica do que as existentes – mesmo se for perfurada, ela continua funcionando por algum tempo sem pegar fogo, feito impossível para as baterias de íon-lítio (sim, o seu celular pode explodir e pegar fogo se a bateria for danificada).

Veja a demonstração da bateria pelos cientistas no vídeo abaixo:

 De olho no futuro energético de aparelhos móveis, a Dyson, companhia de design britânica, injetou 10 milhões de libras (aproximadamente 50 milhões de reais) no desenvolvimento de baterias em estado sólido da Sakti3. Elas supostamente podem armazenar o dobro de energia que as baterias comuns de íon-lítio, além de serem comprovadamente mais seguras e baratas. O investimento é o primeiro do fundo de 1,5 bilhões de libras que a empresa destinou para pesquisas em “tecnologias do futuro”.

Que as pesquisas continuem e sejam bem sucedidas!

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