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Um futuro sustentável para a “Veneza Africana”

Para os 100 mil habitantes de Makoko, Nigéria, morar sobre a água não é nenhuma novidade. A comunidade, que é uma das mais pobres do país, é conhecida como “Veneza Africana”: por causa das enchentes constantes, há 200 anos os moradores vivem em precárias casas flutuantes e se transportam com canoas.

Nos últimos anos, a ameaça do aumento do nível do mar e o interesse de desenvolvedores em retirar a comunidades das lagoas deixaram os moradores em uma situação incerta.
Mas uma nova esperança surgiu em 2012, quando o estúdio nigeriano de arquitetura NLÉ criou um projeto para transformar as comunidades aquáticas de Lagos: criar novas estruturas flutuantes que tivessem melhor acesso a saneamento, água limpa e eliminação de resíduos.

Este mês foi inaugurado o projeto piloto: uma escola sustentável construída com bambu sobre 256 tambores de plástico. A escola, que foi feita com a ajuda dos moradores de Makoko, funciona com energia solar e utiliza a água da chuva para abastecer os sanitários. Os 3 andares comportam 100 alunos do ensino médio.

O sucesso social, físico e ecológico da escola flutuante foi apenas o primeiro passo do grandioso e incrível projeto dos arquitetos da NLÉ para as comunidades aquáticas de Lagos. E, esperançosamente, sua estratégia poderá ser expandida e mudar o futuro da costa do país.

Insight Da Vinci: Enquanto isso, em Londres, também surgem novas ideias para combater enchentes. Ou alguém aí pensou que enchente é coisa só de país em desenvolvimento? A cidade ganhou uma parede viva gigante que promete absorver 10 mil litros de água, de uma só vez. A parede fica numa lateral de um hotel, que terá um benefício adicional: se manter mais fresquinho no verão e mais aquecido no inverno. Não acabou. As expectativas são altas para a parede verde: espera-se ainda que ela melhore as condições do ar na região, diminua a poluição sonora e aumente o número de abelhas e pássaros. Parede boa essa. Vem conhecer ela aqui.

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