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Todo problema tem mais de uma solução. Até o combate às doenças.

Mais de 3,4 bilhões de pessoas (metade da população do planeta) estão sob o risco de se infectarem por malária. A doença é endêmica em regiões equatoriais na África, América e Ásia e matou cerca de 627 mil pessoas em 2012 (dados da OMS). Assim como a febre amarela e a dengue, é preciso que um mosquito pique alguém infectado para depois transmitir o protozoário para alguém saudável. Para combater a malária, pesquisadores atuam em duas frentes principais: combate ao Anopheles, mosquito que transmite a doença, e desenvolvimento de vacina para imunizar as populações em risco (que também depende do mosquitinho).

A empresa de biotecnologia Sanaria criou uma vacina 100% eficaz para combater a doença. Porém, ela depende hoje da extração manual de glândulas salivares de mosquitos infectados. Das glândulas é que se extrai o protozoário, base da criação da vacina. Esse processo é demorado e caro, por isso a Sanaria agora está desenvolvendo um robô, o SporoBot, que captura e desmembra os mosquitos para encontrar o Plasmodium, que causa a malária, de forma mais barata e eficaz. Este projeto está no momento em fase de arrecadação de renda – você pode contribuir doando no site de crowdfunding IndieGogo.

Eamon Keogh, professor da Universidade da California, nos EUA, tem um outro approach para combater doenças e outros males causados por insetos. Ele está em busca de informações sobre os hábitos e populações de mosquitos – com esses dados em mãos, será possível prever a incidência de doenças em regiões e os períodos do dia em que é mais perigoso sair desprotegido. Keogh e sua equipe desenvolveram um sensor que “ouve” as batidas de asas dos mosquitos e, a partir de seu padrão sonoro, consegue separar as diferentes espécies presentes ali e também se são do sexo masculino ou feminino (no caso da malária, apenas a fêmea se alimenta de sangue humano).

Em uma tentativa mais caseira, você (sim, você mesmo) pode montar o seu próprio destruidor de nascedouros de mosquitos!

Este vídeo do Instructables, criado por Pranav Agarwal, ensina a criar uma maquininha barata movida a energia solar que agita a água para que as larvas dos mosquitos não cresçam ali. O Anopheles (e também o Aedes aegipty, que causa dengue e febre amarela) só se reproduz em água parada e limpa, como caixas d’água, por isso o simples ato de chacoalhar a água já é suficiente para que o mosquito não se reproduza naquele local.

Por que acreditar em apenas um caminho, quando podemos pensar de forma criativa e testar diferentes possibilidades?

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