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TEDGlobal 2012: prepare-se para uma revolução na captura de imagens
Todo mundo já assistiu pelo menos uma vez um vídeo em slow motion em que uma bala atravessa frutas e outros objetos (confira um exemplo). A primeira vez que isso aconteceu foi exatamente há 50 anos atrás, graças ao professor Harold Eugene Edgerton e seus experimentos que usavam uma câmera com exposição de um milionésimo de segundo. Hoje, com o avanço da tecnologia já conseguimos fotografar um milhão de vezes mais rápido que isso, afirma o professor do MIT e palestrante do TEDGlobal 2012, Ramesh Raskar.
Após essa introdução o professor apresentou a “fotografia-femto”, uma técnica que permite a captura de imagens tão rápido, que é possível criar vídeos em câmera lenta da luz em movimento. Esse conceito desafia o que entendemos por câmera. Assista ao vídeo abaixo com a demonstração de uma “bala” de luz atravessando uma garrafa de refrigerante:
Parece algo corriqueiro não é? A plateia do TEDGlobal ficou boquiaberta quando o professor explicou que isso aconteceu em menos de um nanosegundo (são necessários um bilhão de nanosegundos para se completar um único segundo).
Em seguida, o professor mostrou um outro vídeo. Um pulso de luz atingindo um tomate, num movimento semelhante ao de ondas criadas por uma pedra atirada em um lago. O curioso é que mesmo após a luz se apagar, o tomate continua iluminado por alguns instantes.
Qual a explicação? O tomate está maduro, isso faz com que a luz penetre-o e rebata dentro dele. Conseguem imaginar no futuro, quando tivermos femtocâmeras em nossos celulares? Poderemos reconhecer frutas maduras no supermercado com a ajuda deles.
Porém, o professor Ramesh Raskar guardou a possibilidade mais incrível dessa tecnologia para o fim da palestra. Manipulando a luz, o equipamento é capaz de enxengar através de obstáculos, dando a volta neles. Segue um experimento feito por sua equipe:
Existe ainda um caminho a percorrer antes que essa tecnologia saia dos laboratórios. Contudo, o que ela pode realizar no futuro é realmente empolgante. Carros poderão evitar colisões ao detectar um outro na próxima curva. Operações de resgate serão capazes de encontrar pessoas através de escombros. Os cientistas já podem começar a pensar em uma nova geração de equipamentos de imagem para a área da saúde.
E para fechar com chave de ouro sua maravilhosa palestra ele anuncia: tudo isso agora é open source. Qualquer um pode ter acesso ao que já foi desenvolvido. Sua esperança é que criativos, inventores, curiosos e comunidade científica voltem os olhos para essa tecnologia e desenvolvam aplicações para ela.
Com a faca e o queijo na mão, agora é só uma questão de tempo.
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