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TED2012 – Vulnerabilidade é o lugar onde nascem inovação, criatividade e mudanças

A palestra de Brené Brown impressiona, por sua transparência e vulnerabilidade, assunto que aborda como expert.

Brené começou falando do grande impacto que teve sua palestra no TEDxHouston em 2010. No dia seguinte ao evento acordou, em estado depressivo, pensando no fato de haver compartilhado sua crise pessoal com 500 desconhecidos. E continuou refletindo: o que aconteceria se mais pessoas vissem aquilo quando o vídeo fosse postado no Youtube? E se outras mil pessoas assitirem o vídeo? Mal sabia ela que o vídeo chegaria a 3,2 milhões de acessos. As pessoas a reconheciam no supermercado. Ela recebeu vários convites para falar em cidades americanas sobre inovação, criatividade e mudanças. Um retorno ótimo, mas que talvez, a faria deixar de lado seus focos principais: vulnerabilidade e vergonha. Mas ela queria continuar focada nesses assuntos, e concluiu: “vulnerabilidade é o lugar onde nascem inovação, criatividade e mudanças”.

Brown continuou seu trabalho e teve novos insights.

Vulnerabilidade não é fraqueza. Esse é um mito muito difundido e perigoso. Para entender a relação entre vulnerabilidade e coragem é preciso falar de vergonha. Analistas junguianos dizem que a vergonha é o “pântano da alma”, algo que nos indica a importância de falar e insistir no assunto. Precisamos reconhecer a vergonha profundamente enraizada na essência de qualquer sistema falido se quisermos mudá-lo. Também precisamos aceitar e abraçar o conceito de falha. Não que a falha seja boa, mas porque é parte natural do progresso. Se você está falhando, no mínimo isso quer dizer que está fazendo algo, ao invés de apenas assistir tudo do lado de fora. E uma coisa que precisamos aprender é a encarar nossos críticos internos – muito habilidosos em nos colocar pra baixo quando decidimos tentar.

Brené Brown diz que a vergonha é uma epidemia em nossa cultura. Para sair debaixo dela e encontrar nossa conexão com as outras pessoas temos que entender como nos afeta e modifica a forma como olhamos uns para os outros. A saída é aprender a utilizar bem o antídoto: a empatia. Há três fatores que alimentam a vergonha: silêncio, segredo e julgamento. Nenhum deles resiste à presença da empatia. Nenhum deles sobrevive às duas palavras mais poderosas que podemos ouvir quando estamos em meio a um conflito: “eu também”.

Embora pareça mais agradável ficar olhando tudo do lado de fora, até que sejamos perfeitos e à prova de críticas, não há nada como o presente. Nossa melhor oportunidade é agora. Não dá para deixar para amanhã, por medo das críticas, das falhas, por vergonha ou medo de se tornar vulnerável. Brown diz que ninguém quer ver se você é perfeito, todos querem mesmo é ver você fazer algo, estar com você e experimentar as coisas através de você. No final, o que importa mesmo é que queremos para nós mesmos, para aqueles com quem convivemos e para aqueles com quem trabalhamos, uma única coisa: audácia.

* Esse post faz parte da série especial TED2012. Confira os outros.

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