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Tecnologia avança na construção de arranha-céus com menos impacto nas grandes cidades

Projetos inovadores buscam melhorar qualidade dos edifícios altos e diminuir o impacto que eles causam nas grandes cidades. As soluções criam torres que não fazem sombra, resistem melhor a ventos fortes e crescem usando o lixo reciclável de seus moradores.

Em Londres, o estúdio de arquitetura NBBJ usou um algoritmo para projetar duas torres que reduzem drasticamente a sombra gerada entre elas. Elas são revestidas em vidro reflexivo (que já é usado na maioria dos arranha-céus contemporâneos) e têm forma e curvatura projetadas levando em conta as mudanças de posição do sol na área onde serão construídas. Com isso, conseguem gerar 60% menos sombra sobre os prédios vizinhos. O algoritmo criado pelo estúdio pode modelar edifícios de aparência diferente para cada condição climática e geográfica.

Os arquitetos da francesa Agence Chartier Corbasson têm um projeto para criar um arranha-céu “orgânico” em Londres, que cresce à medida que seus usuários reciclam lixo. Garrafas plásticas e papel recolhidos pelo condomínio são utilizados para construir painéis isolantes dos próximos andares, em torno de vigas de metal inspiradas no uso do bambu em alguns lugares da Ásia. Além disso, a ideia é que os materiais de construção sejam fabricados no próprio edifício, reduzindo tempo e custos com deslocamento, com um canteiro de obras no topo e contêineres de recuperação na base que recolhem papeis e plásticos descartados pelos escritórios do edifício. Os tubos ocos que sustentarim o arranha-céu também ajudam a produzir eletricidade, ventilar o espaço e reduzir o peso gerado pelo vento.

Também pensando na força dos ventos, a fabricante de fachadas holandesa Hunter Douglas desenvolveu um novo sistema para proteger arranha-céus da ação forte das correntes de ar no Oriente Médio. Os painéis de metal QuadroClad 200 resistem a ventos de até 3.000 nós/m², mais de duas vezes o sistema padrão. Em países como os Emirados Árabes, que têm 9 dos 100 prédios mais altos do mundo, os ventos são muito fortes e podem colocar arranha-céus em risco. Com as novas fachadas, os projetos vão poder inovar, tanto em altura e quanto nas formas com maior segurança.

Abaixo, voe com uma águia pelo céu de Dubai. Ela sai do alto do Burj Kalifa, um dos maiores arranha-céus do mundo, e desce até o seu treinador com uma pequena câmera presa às suas costas.

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