• dinheiro capa

Quão inteligente nosso dinheiro pode ser? 3 ideias para o futuro das finanças

Google Wallet, Paypal e agora o Apple Pay (só para nomear alguns dos peixes grandes) são serviços que estão mudando a nossa relação com o dinheiro assim como as notas de dinheiro, o cheque e os cartões de débito e crédito já o fizeram.

Para investigar as possibilidades de evolução das trocas monetárias, a empresa de design thinking Method realizou três experimentos sociais com três cenários diferentes em mente. Os designers propuseram três possibilidades e as testaram com pessoas de distintos perfis para entender como será o futuro do dinheiro, veja a seguir:

E se as nossas finanças fossem públicas?

Será que o oversharing vai chegar a um novo patamar? Compartilhar os nossos gastos faria com que mudássemos nossos hábitos de compra – para parecermos mais legais e controlados do que somos?

A fim de testar como as pessoas reagiriam a uma prestação pública de gastos, Method pediu que os participantes da pesquisa compartilhassem em seu perfil no Instagram uma foto de todas as compras que realizassem – não importa quão mundana ou vergonhosa. Assim que o experimento começou, o comportamento de compras dos designers participantes mudou para que eles parecessem mais interessantes do que são na vida “debaixo dos panos”. O experimento revelou-se tão desconfortável que o grupo decidiu implantar um sistema de compartilhamento anônimo para compartilhar as compras mais extravagantes ou economias mesquinhas.

E se nossa carteira monitorasse nossos hormônios?

Não somos seres racionais o tempo todo. O que compramos está diretamente ligado a como nos sentimos no momento. Baseados em pesquisas capazes de comprovar que nossas variações hormonais e de humor influenciam em comportamentos mais compulsivos ou arriscados, Method pensou em um “Banco Psicológico”. Ele seria composto por uma escova de dentes que mediria nossos hormônios na saliva duas vezes ao dia e um aplicativo que registra seus gastos diários. Dependendo dos níveis de testosterona ou estrogênio, o “banco” compararia com dias similares em outro período – e quem sabe poderia evitar aqueles gastos extras na TPM ou em dias de muito estresse. O Banco também teria profissionais preocupados com a sua saúde para montar planos de exercícios e atividades que ajudassem a manter seus níveis hormonais mais estáveis (assim como suas finanças).

E se o dinheiro tivesse personalidade?

Aventureiro, Consciente, Ciumento, Frugal e Hedonista. Durante uma semana, 5 membros da equipe da Method, compartilharam o controle de suas finanças com gerentes eletrônicos programados com esses cinco perfis. Algumas personalidades encorajavam certos tipos de gastos dos usuários e outras discordavam dos seus “donos” e tomavam decisões inesperadas. Por exemplo, a pessoa com a carteira “frugal” só podia comprar ítens que fossem aprovados por essa conselheira eletrônica, enquanto o gerente “aventureiro” investiu metade do salário semanal  do usuário em “novos desafios”.

Hoje temos alguns apps que nos ajudam a controlar as finanças, mas quem sabe, de verdade, com o que e quanto gastamos somos nós mesmos e o banco. E só nós temos o poder de decisão sobre esses gastos, inclusive pelo fato de estarmos caminhando para um universo de serviços com cada vez menos contato pessoal.

Mesmo se essas três propostas nunca se realizarem, a Method demonstrou com seus experimentos que a tecnologia ainda pode modificar muito a nossa forma de lidar com o dinheiro.

Faça seu comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>