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Cientistas criam aparelhos para ajudar surdos a sentir música, devolver a sensação de toque a amputados e restaurar a visão de cegos

Centros de pesquisa no Brasil, Estados Unidos e Itália têm avançado em pesquisas e promessas para melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas com deficiência. Em Campinas, interior de São Paulo, Raphael Silva e Ivan Ortiz desenvolveram o Ludwig, aplicativo que leva música a pessoas com deficiência auditiva. Uma pulseira elástica conectada à saída de som do tablet (ou celular) traduz as vibrações das notas musicais em vibrações mais intensas. Desta maneira, pessoas que não conseguem interpretar ondas sonoras pelo ouvido, traduzidas como sons no nosso cérebro, poderão senti-las no pulso.

O nome do app é uma homenagem a Beethoven, que foi perdendo a audição ao longo da vida, mas nunca deixou de compor. Além de “ouvir” canções, os usuários do aplicativo também podem tocar usando um teclado virtual, o que possibilita a criação musical por pessoas que nunca escutaram. O app brasileiro teve destaque na Conferência Mundial para Desenvolvedores (WWDC) promovida pela Apple este mês. Ainda não há muitas informações no site oficial do projeto, mas é possível vê-lo em funcionamento neste vídeo da WWDC:

Nos laboratórios da Agência de Projetos de Pesquisa de Defesa Avançada (Defense Advanced Research Project Agency – DARPA), do governo dos Estados Unidos, cientistas estão projetando próteses de membros superiores que podem devolver a sensação de toque a quem perdeu mãos e braços. O desenvolvimento das tecnologias visa, principalmente, aos membros do exército que se machucaram em combate. Os nervos do braço que ainda funcionam são conectados via wireless aos dados de sensores das próteses, de forma que os sinais das mãos artificiais sejam levados ao cérebro e interpretados como sensações comuns de toque.

Se as pesquisas forem bem sucedidas, pessoas amputadas poderão melhorar sua qualidade motora e voltar a exercer funções de precisão. Além disso, a pesquisa também pretende eliminar o efeito “membro fantasma”, em que a pessoa sente dor no membro que já não existe mais. O objetivo final é criar uma prótese que seja segura, efetiva e confiável para a realização de atividades do dia-a-dia. A DARPA está trabalhando com diversas universidades e laboratórios para trazer o conceito para a realidade. A previsão é que testes ocorram daqui a quatro anos.

Na Itália, uma prótese bioimpressa chamada EYE pretende recuperar a visão de pessoas cegas – e mais: aumentar a percepção visual adicionando filtros, gravando e compartilhando imagens. O ambicioso projeto é um conceito em desenvolvimento, com previsão para ir ao mercado em 2027. Para que EYE seja uma realidade, é preciso avançar em tecnologias de bioimpressão, criação de partes orgânicas e funcionais do corpo em laboratório, entre outras tecnologias. Em teoria, a prótese irá substituir o olho que não funciona, com a remoção do órgão e instalação do EYE. Uma cirurgia radical, mas que valerá a pena para quem vai enxergar novamente – ou pela primeira vez.

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