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Pode a tecnologia revolucionar a educação?

Olhe para os lados e tente encontrar coisas que não foram transformadas ou desenvolvidas por tecnologias recentes. O mundo está em constante e acelerada transformação. Contudo, algumas poucas áreas parecem não acompanhar esse ritmo. E a educação formal está dentre elas. Será que a forma de ensino não deveria se adaptar a esse novo e dinâmico contexto?

Em artigo recente no The Guardian, Duncan Jefferies afirma que novas tecnologias podem provocar profundas mudanças no sistema de ensino e na forma como os alunos aprendem. A grande questão é que essas tecnologias não estão sendo bem aproveitadas em favor da educação. Em matéria do portal IG, Bernard Charlot, pesquisador emérito de Ciências da Educação da Universidade de Paris, diz que o professor pode optar pela forma como vai tratar a internet, mas não pode simplesmente ignorá-la.

No mundo já existem algumas iniciativas para que a interseção entre tecnologia e educação seja cada vez maior. A Comissão Européia lançou em Março desse ano a e-Skills week 2012, uma semana especial para informar os jovens sobre como adquirir habilidades digitais. A instituição ressalta que o fato desses jovens serem nativos digitais não significa que eles tenham as competências necessárias para aproveitar a tecnologia em contexto profissional. O TED lançou na semana passada o site TED-Ed, onde os professores podem encontrar vídeos em formatos interessantes para serem usados em aula e materiais extras para desenvolver trabalhos e atividades com os alunos. E o Facebook também caminhando nessa direção, criou o Groups for Schools – uma forma de escolas criarem suas comunidades online, dentro da rede social.

Apesar de tantas apostas na tecnologia, Doug Belshaw, pesquisador do JISC infoNet, afirma que os professores precisam ser preparados e o investimento em capacitação desses profissionais deve ser maior ou, no mínimo, igual ao feito em recursos digitais. Observação semelhante à da doutora em linguística e especialista no impacto da tecnologia na aprendizagem Betina von Staa. Ela afirma que “todas as pesquisas apontam que a tecnologia traz benefícios, porém, desde que venha com formação dos professores para dar apoio.”

Utilizar as novas ferramentas que surgem a cada dia, valorizar a relação professor/aluno e ainda capacitar os profissionais da educação. Esse parece um desafio com longo trajeto pela frente.

E você, acha que esse é mesmo o caminho?

Comentários

  1. bacana a matéria e as referências – quando TED, Apple e Facebook começam a se mexer em direção `a Educação, é sinal de que a tecnologia já está no dia-a-dia; há muitas iniciativas bacanas sendo testadas, em vários contextos diferentes de pedagogia. o problema é saber qual plataforma adotar, e treinar professores para saber como usar os recursos disponíveis para tornar o conteúdo do currículo mais atraente e com maior poder de apreensão. no fim das contas, acho que a tecnologia deve ser adotada naturalmente – mas não adianta de nada se o investimento no conteúdo (a formação de bons professores) continuar minguando.

  2. Ou se adaptamos a nova era da informação ou continuaremos como a era do homo sapiens, é preciso que os governos criem incentivos, desde investimentos em professores que já atuam e que estão em formação, criação de grandes centros de treinamentos profissionalizantes em bairros carentes com palestra e até workshops gratuitos, sorteios de computadores entre os alunos, parcerias de governo e empresários na diminuição do valor de notbooks para estudantes do ensino fundamental ao médio de escola pública onde eles não tem condições de comprar e também que eles comprovassem que estavam matriculados na rede pública e possuim baixa renda…

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