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Pesquisas testam eficiência de energia solar em carros e aviões

A Terra é movida à energia solar: é graças ao Sol (e à distância que estamos dele) que nosso planeta tem as condições ideais para a vida como a conhecemos. O sol fornece energia limpa, inesgotável e o melhor: grátis. A ciência, porém, ainda estuda as melhores maneiras de aproveitá-lo para abastecer baterias e impulsionar veículos sem poluir o ambiente.

Recentemente, estudantes da Universidade Tecnológica de Nanyang http://www.ntu.edu.sg/Pages/home.aspx, em Cingapura, construíram um carro movido à energia solar que tem parte de suas peças impressas em 3D, o NTU Venture 8. O carro foi colocado à prova na Eco-Maratona Shell Asia em Manila, de 26 de fevereiro a 1° de março. A competição tem versões na Ásia, Europa e América e seu objetivo é estimular o desenvolvimento, construção e corrida de carros que possam viajar distâncias maiores usando a menor quantidade de energia, em busca da combinação perfeita entre tecnologia, eficiência e sustentabilidade.

Os estudantes inovaram ao desenvolver células solares feitas de silicone, que podem ser dobradas para tomar a forma do carro. Assim, elas podem absorver o máximo de energia solar sem prejudicar a aerodinâmica do veículo. A cabine do veículo foi impressa em 3D a partir de plástico leve, para aumentar o espaço interno do carro e o conforto do motorista. O projeto também foi feito para que o mínimo de lixo seja gerado durante sua produção. Ainda que seja um protótipo conceitual, o NTU V 8 alcança 60 km/h enquanto ainda mantém baixo consumo de energia – ideal para o uso nas cidades. O carro chegou em 4° lugar na categoria Urbana da Eco Maratona Shell.

Outro grupo de estudantes da Universidade de Nanyang desenvolveu um carro de corrida usando as mesmas células solares de silicone. O NTU Venture 9 tem apenas três rodas e pode fazer curvas oblíquas com baixa perda de velocidade. Isso se deve à capacidade do carro de se curvar para as laterais, movimento inspirado em motocicletas de corrida. Um circuito eletrônico de controle foi desenvolvido para determinar qual era o melhor ângulo de inclinação para cada curva, considerando seu raio e a velocidade do carro. Essa tecnologia rendeu à equipe os prêmios de Inovação Técnica e Segurança na Eco Maratona Shell.

Enquanto isso, no ar, um avião movido à energia solar está dando a volta ao mundo em cinco meses enquanto você lê este post. Dois pilotos suíços, André Boschberg e Bertrand Piccard farão a jornada à bordo do Solar Impulse 2, pequeno avião de apenas um lugar que pesa menos que um carro de médio porte e tem asas maiores que as de um Boeing 747, equipadas com 17.000 paineis solares. A velocidade máxima que ele alcança é de 140km/h, mas os pilotos irão economizar na bateria conservando velocidade média de 70km/h.

A jornada começou com Boschberg à bordo em Abu Dhabi no dia 9 de março em direção à Omã. Os dois suíços vão se revezar pelos 35 mil quilômetros divididos em 12 paradas para troca de piloto e provisões. Durante o tempo no ar, eles descansam com sonecas de 20 minutos a cada 2 ou 4 horas e usam técnicas de ioga e meditação para manter a concentração e o corpo são durante a árdua jornada. O avião tem uma bateria de lítio de 663 kg (um quarto do seu peso total) e já começou batendo recordes: foi o primeiro avião movido à energia solar a viajar durante a noite e também o primeiro a voar entre continentes.

Hoje, a aviação é o meio de transporte que mais queima carbono por passageiro por quilômetro e é a fonte criada pelo homem que mais emite gases do efeito estufa. A tecnologia solar para impulsionar aviões ainda não está nem remotamente próxima de chegar à escala comercial, mas algumas soluções encontradas para o projeto Solar Impulse poderiam ser aplicadas na indústria dos transportes para que seja mais sustentável. Os quatro motores que impulsionam a aeronave, por exemplo, perdem apenas 3% da sua energia pelo calor, enquanto aviões convencionais perdem 70%. A eficiência energética é apontada como a maneira mais barata de reduzir as emissões de carbono mundiais e as a tecnologia dos motores do Solar Impulse 2 podem ser a solução.

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