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Ondas sonoras do cérebro são usadas para criação de projetos criativos

O cérebro humano é o órgão mais complexo do nosso corpo. É dele que surgem as ideias para a criação de máquinas, sistemas poderosos e complexos. Mas também partem do cérebro as expressões artísticas que marcam e inspiram sociedades, como a literatura, artes plásticas e o cinema. Seu funcionamento se dá diferente em cada indivíduo, que é mais apto para algumas áreas do que outras (à exceção de alguns gênios em todas as áreas, como Leonardo da Vinci). As conexões sinápticas fascinam e estimulam a neurociência a avançar e também servem de inspiração para criação de peças artísticas que se relacionem com as atividades cerebrais. Veja abaixo alguns projetos que interagem diretamente com o cérebro:

- O hacker russo vtol se uniu  à cientista e artista Julia Borovaya, o engenheiro de robótica Edward Rakhmanov e o professor de neurofisiologia Alexander Kaplan para construir uma piscina de líquido magnético que interage com as ondas cerebrais humanas.

A instalação Solaris é composta por um sensor de eletroencefalografia (que parece uma tiara conectada por cabos), um computador com um programa que transforma as ondas cerebrais em movimento e um imã motorizado mergulhado em uma piscina de líquido magnético fosforescente. As ondas do cérebro são captadas e, de acordo com sua atividade, o imã se movimenta no líquido e transforma a superfície da piscina, criando formas rodopiantes e irrepetíveis, dependendo da força e da intenção do foco de quem participa da instalação.

Veja-a em funcionamento:

- A artista Lisa Park também lança mão do sensor de eletroencefalografia para criar arte: desta vez, música. A canção-performance Eunoia (que significa “lindo pensamento” em grego), foi composta pelas suas ondas cerebrais, conectadas a um programa que as transforma em ondas sonoras. Essas ondas são transmitidas por caixas de som com pratos de metal cheios de água instalados sobre elas, recurso que cria uma música eletrônica. Cada caixa de som representa uma emoção diferente, que a artista acessa enquanto compõe.

Lisa Park compondo com seu cérebro em tempo real é também uma performance meditativa, veja:

Eunoia from Lisa Park on Vimeo.

- Um chapéu composto por mais de 4 mil cristais preciosos produzidos em laboratório muda de cor de acordo com a atividade cerebral de quem o usa. The Unseen Magick foi criado pela designer Lauren Bowker em colaboração com a Swarovski. Os cristais são compostos por uma mistura de magnésio e alumínio, que tem uma composição similar ao osso humano, e recobertas por um banho químico que a torna altamente sensível à temperatura. Com as variações de calor no crânio dependendo de qual área do cérebro estamos utilizando, as pedras mudam de cor. Do preto para o laranja, daí para o vermelho, verde, azul e roxo. É como se o chapéu projetasse em cores o caminho de raciocínio de quem o usa, uma forma visual de mostrar o que se passa na mente humana.

Sem qualquer dispositivo eletrônico, mas feito com tecnologia pioneira, o chapéu foi desenvolvido apenas para demonstração no Museu Victoria & Albert em Londres (em exposição em março de 2015).

Ao pensar criativamente os recursos tecnológicos, os artistas exploram fronteiras e inspiram novos desenvolvimentos e caminhos para o que já existe. As empresas que produzem neurosensores patrocinam projetos artísticos, como a Neurosky, que apoia a artista Lisa Park. E fazendo o caminho inverso, da arte para a ciência, Laura Bowker já foi contactada por empresas que querem testar o Unseen Magick em pacientes em coma. Eles esperam ver se o chapéu consegue mostrar se eles têm atividade cerebral ou não.

Via 1, 2 , 3

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