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Natureza inspira cientistas a criar robôs mais ecológicos

O futuro estará cheio de robôs. Pesquisadores de diversas áreas estão focados em desenvolver máquinas capazes de realizar trabalhos complexos e arriscados ou que avancem por lugares perigosos para nossa espécie. Profissionais das áreas biológicas também fazem parte dos grupos das universidades com seu conhecimento sobre o comportamento de animais em enxames, materiais biodegradáveis e construção de abrigos, por exemplo.

Um grupo composto por pesquisadores da NASA junto a alunos das universidades de Stanford, Brown e Spelman, nos EUA, estão desenvolvendo o protótipo de um drone de micelium, proteína presente em cogumelos. Os circuitos internos do robô ainda são feitos de metal (prata), mas sua estrutura dura é composta por micelium, coberto por uma camada de celulose recoberta de uma proteína impermeabilizante usada por vespas em seus ninhos.

O drone é biodegradável e pode se autodestruir caso seja danificado de alguma forma ou após um comando dado à distância. Os drones podem ser enviados para missões, sem que precisem regressar, como explorações de espaços contaminados ou erupções vulcânicas. Após cumprir seu objetivo e enviar os dados para a base-mãe, enzimas digestivas encapsuladas são liberadas e destróem o robô. O micelium ainda é vantajoso por ser leve e resistente, perfeito para voar. O protótipo deste drone foi enviado este ano para a competição International Genetically Engineered Machine.

Também pensando em materiais leves e resistentes, engenheiros da Universidade de Stuttgart, Alemanha, criaram robôs que constróem estruturas inspiradas em abrigos de insetos. Recentemente, o Pavilhão de Pesquisas ICD/ITKE da universidade foi construído na forma da concha do besouro-da-batata. Usando fibra de vidro e de carbono, uma série de módulos emaranhados uns aos outros foram construídos por dois robôs do time, resultando em uma cobertura de 50 metros quadrados que pesa apenas 593 quilos. O pavilhão é parte de um projeto da universidade que pesquisa como as estruturas naturais podem ser usadas em construções humanas mais leves e menos poluentes.

Insetos também inspiram cientistas a programar diversos robôs que precisam atuar juntos. Os kilobots são pequenos robôs modulares criados na Universidade de Harvard, EUA, que se comportam em enxame. Os pesquisadores conseguiram programar 1024 kilobots para se montarem de diversas formas em 2D, como uma estrela, a letra K e uma chave inglesa. No futuro, eles poderão também se unir para criar formas mais complexas e se transformar em um robô maior. Os kilobots são pequenos (um pouco maiores que uma moeda de 1 real), custam 14 dólares cada um e podem ser montados em poucos minutos. Para programar vários robôs de uma vez, os pesquisadores emitem instruções em um controlador por meio de luz infravermelha, o que também permite a comunicação dos robôs entre si.

Construir robôs que interagem em bando pode ajudar cientistas a entender o comportamento coletivo de pássaros migratórios, cardumes de peixes e até de redes de neurônios. Eles também podem ser uma chave para a construção de robôs que se montam sozinhos, cada parte seria um pequeno robô, uma espécie de Megazord de um futuro próximo.

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