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Marca de jeans é criada para empregar mão-de-obra carcerária na Inglaterra

Gaolhouse é uma palavra antiga do inglês britânico para “cadeia”. E é esse o nome de uma marca de jeans que usa a mão de obra carcerária para confeccionar suas peças.

Dos 85.000 presos no Reino Unido, apenas 10.000 trabalham de alguma forma. Os outros apenas esperam os anos passarem para concluir sua sentença. O governo britânico procura formas de ocupar os prisioneiros em tempo integral, entretanto, o problema com o qual se depararam é achar trabalho suficiente para todos. É aí que a Gaolhouse Denim entra.

Em 2012, a marca começou a trabalhar com alguns presos mais talentosos para desenvolver a primeira linha de jeans premium. A proposta era oferecer algo valioso para eles, como uma reabilitação e remuneração para se inserirem novamente no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, apoiar a indústria britânica. Assim, a marca conseguiu fazer um produto único e original, que motiva e incentiva a colaboração entre os presos. O trabalho também ensina habilidades que irão aumentar a empregabilidade logo que conseguirem sua liberdade.

Trabalhar na alfaiataria é uma opção voluntária para os presos e aqueles que possuem essa vontade são meticulosamente treinados. A oportunidade dada foi bem recebida por eles. Sob a supervisão da chefe Shirley, os presos elaboraram os projetos próprios da marca. Ao longo do caminho, eles começaram a ter suas idéias para melhorá-los, sendo incorporadas na produção.

Tudo isso ajuda a criar um produto autêntico, com um sentimento de conquista importante para a recuperação pessoal e constrói um futuro mais esperançoso para a reinserção dos presos no mercado de trabalho.

Insight Da Vinci: No Brasil, já existem algumas iniciativas como essa, como a marca mineira Doisélles e o seu projeto Flor de Lótus, que emprega presidiários de Juiz de Fora na produção de peças de tricô. Se por um lado o preso é beneficiado com uma oportunidade maior de reabilitação, por outro a economia também pode ser favorecida. Em tempos de falta de mão-de-obra em alguns setores, essa já é vista como uma solução para as empresas preencherem seus postos de trabalho, como mostra essa matéria da revista Exame.

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