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Insight Da Vinci: É muito mais do que metros quadrados

O metro quadrado em São Paulo está cada vez mais caro, em cinco anos os preços subiram mais de 100% e o espaço tem sido reduzido em até 30%. Quem trabalha no setor imobiliário afirma que isso é uma tendência irreversível. A alta dos preços nos dá mais do que uma noção de uma tendência de mercado, no entanto, também nos oferece um entendimento da valorização do espaço nas grandes capitais. Apartamentos pequenos e de luxo são aparentemente super confortáveis, mas podem não se adequar aos gostos de consumidores que estão sempre querendo mudar a posição da cama ou a decoração da sala, isso porque seguem uma estrutura standard, one size to all.

Essa é uma questão que também afeta o planejamento urbano das cidades: quanto mais gente por poucos metros quadrados, mais usuários de metrô, de ciclovias ou de carros. E não precisa ser o Google pra saber que as filas de descontentamento no trânsito geram impacto também na produtividade das empresas. Nesse contexto podemos prever rapidamente dois cenários: um em que as metrópoles continuam a crescer e são feitos investimentos bilionários de reestruturação do que já está aí, para suportar o crescimento desenfreado; outro em que será possível alcançar bem estar e qualidade de vida em cidades pequenas ou na zona rural, desacelerando o ritmo de crescimento das metrópoles. Em ambos os casos são necessárias mudanças radicais na maneira como as pessoas vivem, a diferença está em para quê elas vivem. Há muito mais do que apenas “espaço” por trás da escolha entre viver em um apartamento de 44m² ou em uma casa no campo.

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