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Cientistas criam hologramas que podem ser tocados com as mãos

Estudo conjunto entre cientistas da Universidade de Tóquio e do Instituto de Tecnologia de Nagoya, no Japão, usaram laser de femtosegundos, que emitem pulsos a velocidades ultrarrápidas – um quadrilhão de vezes mais rápido do que um segundo normal – para criar os hologramas interativos, que foram chamados de Luzes de Fada. Por causa dessa rapidez, os pulsos de luz “excitam” a matéria do ar e criam pontos de plasma, chamados voxels, que podem ser usados para criar os hologramas em 3D.

Os lasers de femtosegundos já são usados na criação de micromáquinas e em cirurgias de oculares à laser. No experimento japonês, ondas de choque são criadas quando o usuário toca os voxels de plasma. Isso dá a sensação de solidez nos dedos, como se a sua luz tivesse substância. Por se moverem tão rápido, ao contrário de outras experiências de holográficos com lasers, os produzidos por femtosegundos não oferecem riscos ao toque humano.

Atualmente, as Luzes de Fadas são pequenas, em média 1 cm³, e programadas para terem formas como estrelinhas, corações e letras do alfabeto. Se a escalonagem for possível, como prometem os cientistas, os gráficos aéreos e tangíveis poderão modificar a forma como interagimos com a tecnologia.

Na Inglaterra, pesquisadores da Universidade de Bristol desenvolveram outro método para criação de projeções tangíveis com a ajuda de ultrassons. A pesquisa é baseada na emissão de ondas sonoras que pressionam o ar a partir de milhares de mini alto-falantes. Com a ajuda de um sensor de movimentos que rastreia a posição das mãos do usuário, o sistema calcula onde no ar será criado o objeto háptico, para que dê a sensação de toque onde, na verdade, não há nada além de ondas sonoras de pressão.

No momento, a tecnologia só funciona em interação com mãos e pele descoberta, porque as ondas de ultrassom não penetram tecidos. A tecnologia também se limita à criação da sensação de toque e não a associa à imagens – ainda. O time de pesquisadores se interessa pelo uso da tecnologia em museus, teatros e sua incorporação em aparelhos de realidade virtual, para melhorar e aumentar as sensações simuladas em ambientes 3D.

Veja como funcionam:

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