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Guias turísticos com dicas de moradores locais

Imagine a seguinte situação: você sai de férias e viaja para uma cidade desconhecida. Na mochila, ao invés de um guia convencional que indica pontos turísticos repletos de outros turistas, você leva dicas alternativas de roteiros criados por pessoas que moram nessa cidade.

Essa é a ideia por trás do projeto brasileiro Home City Home. Você entra no site e monta seu guia escolhendo quatro perfis de pessoas que moram na cidade do seu destino. A partir daí as dicas dessas pessoas são agrupadas em um guia enviado pelos correios para você.

Experiência verdadeira e inesquecível são as palavras de ordem. Afinal de contas, hoje as pessoas buscam significado em tudo e nada melhor do que aproveitar com o máximo de realidade os destinos turísticos dos seus sonhos.

A primeira cidade com o guia colaborativo já disponível para compra é Curitiba. Rio de Janeiro será a próxima. E aí, você embarcaria nessa?

Antes de nos responder, que tal entender melhor como o projeto foi criado? Para isso, o Programa Da Vinci realizou uma entrevista exclusiva com Eduardo Rebola, o idealizador do Home City Home. Confira abaixo e, se gostar, prepare as malas!

DaVinci: Eduardo, explique para nossos leitores como surgiu o Home City Home e por que você teve a ideia de criar este projeto.

Eduardo: Há alguns meses, um casal de amigos que vive na Holanda esteve no Brasil. Tive a chance de encontrá-los em Curitiba e, como presente de boas vindas, entreguei a eles um guia da cidade feito por mim, todo improvisado, com dicas dos meus lugares preferidos e desenhos feitos à mão. Era o começo da ideia que se transformaria nos guias Home City Home. Do estalo da oportunidade ao lançamento da primeira edição, pesquisei formatos e estudei alternativas para tornar viável um guia colaborativo e personalizado. Descobri marcas com propostas similares na Europa e uma tendência pouco explorada no Brasil: o turismo de vida local.

DaVinci: Você é um profissional da área de turismo? Qual a sua formação?

Eduardo: Não. Minha formação é em publicidade e toda minha experiência está relacionada a agências de comunicação. O desvio de rota tem sido a melhor parte deste trabalho. No Home City Home, divido meu tempo entre identificar os cocriadores dos guias, editar o conteúdo e mapear estratégias de divulgação.

DaVinci: Como é feita a seleção das pessoas que dão as dicas para os guias? Existe um perfil específico ou quanto mais heterogêneos melhor?

Eduardo: Para tirar a ideia do papel, precisava do voto de confiança de pessoas próximas a mim. Por isso, convidei amigos com estilos diferentes para participarem da primeira edição. E funcionou – as dicas vão desde o café localizado na região mais cool de Curitiba até a lanchonete do centro que serve uma pizza modesta há 40 anos. Agora que a edição sobre o Rio de Janeiro começou a ser criada, muita coisa mudou. A seleção é aberta e qualquer pessoa pode se candidatar a ser cocriador do guia, basta conhecer bem a cidade e saber indicar lugares pouco frequentados por turistas. E, sim, quanto mais diferente forem os perfis, melhor.

DaVinci: A ideia é manter os guias sempre atualizados acrescentando novos perfis convidados com dicas diferentes ao longo do tempo?

Eduardo: Com certeza. A edição de Curitiba, por exemplo, foi lançada com 7 moradores locais e deve ser revisada em breve, com a atualização de endereços e a inclusão de novos perfis. Esse processo vai se repetir nas próximas cidades.

DaVinci: Vimos que vocês enviam o guia impresso pelos correios. Existe a intenção de criar aplicativos mobile ou versões digitais para tablets, por exemplo?

Eduardo: Não descarto a possibilidade, mas gosto da experiência que o impresso proporciona. Só para você ter uma ideia do que estou falando: vejo com frequência clientes postarem fotos do kit no Instagram, logo que recebem a encomenda. Dificilmente, um aplicativo alcançaria esse grau de envolvimento. Além disso, as edições trazem QR Codes – além de integrar o guia com a tecnologia mobile, os códigos ajudam na localização dos endereços por meio do Google Maps.

DaVinci: E agora falando um pouco sobre negócios. O projeto limita-se apenas à venda dos guias pela internet ou você pretende expandir criando guias patrocinados por empresas locais? E há espaço para publicidade nos guia impressos?

Eduardo: Algumas empresas já estão estudando formas de parceria com o Home City Home usando o conteúdo do guia e o trabalho de alguns cocriadores como ponto de partida. Estou bastante curioso para ver o resultado disso. Logo o site vai ganhar uma aba dedicada aos clientes corporativos, apresentando formatos de personalização. O material impresso não conta com espaço publicitário e não são feitas negociações em troca de recomendações. Todas as dicas estão relacionadas unicamente à preferência dos cocriadores – esse é um diferencial do Home City Home que será preservado.

DaVinci: Sabemos que hoje em dia a experiência conta muito em diferentes tipos de atividades e as pessoas estão ficando cada vez mais interessadas em propostas alternativas e inusitadas. Como funciona a curadoria das dicas para que os guias ofereçam sempre opções realmente diferentes? Vocês consultam mais pessoas das cidades para atestar os locais ou isso é de inteira responsabilidade de quem dá a dica?

Eduardo: A curadoria molda o perfil dos moradores. Recebo um número maior de dicas para poder selecionar os 10 lugares que mais representam o estilo de cada um. Também me preocupo em escolher as indicações menos citadas em outros guias e confirmar que até os lugares consagrados sejam apresentados a partir de um ponto de vista incomum. Feito isso, visito os endereços, provo as sugestões e assumo a responsabilidade. Essa etapa não envolve a consulta a outras pessoas da cidade.

Viu só como boas ideias podem fazer sugir um novo negócio? Parabenizamos o Eduardo pela iniciativa e ficamos curiosos para experimentar o Home City Home.

Mas agora queremos agora saber de você: o que tem de bom para conhecer na sua cidade? Você compraria os guias do Home City Home para conhecer outras localidades? Compartilhe conosco sua opinião, quem sabe você não se torna um cocriador do próximo guia da sua cidade!

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