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Google e Facebook oferecem ferramentas para ajudar vítimas de terremoto no Nepal

A tecnologia tem um papel essencial até mesmo em desastres naturais. No dia 25 de abril, um terremoto de força 7,8 na escala Richter atingiu o Nepal e já causou mais de 4 mil mortes. Diante da dificuldade de encontrar notícias sobre os familiares, Google e Facebook disponibilizaram ferramentas que facilitam essa comunicação de emergência.

O Person Finder do Google oferece um serviço de mensagens SMS para permitir que qualquer um busque por informações sobre pessoas desaparecidas e encontradas durante operações de busca após desastre natural ou humanitário. Lançado pela primeira vez em 2010 durante o terremoto no Haiti, o serviço foi atualizado a diversas línguas ao longo dos anos.

Este ano, para ajudar nas buscas após os tremores no Nepal (que também foram sentidos na Índia e China, mas com pouca força), o serviço conta com números de telefone nepaleses, indianos e estadunidenses para apoiar as famílias em busca de informações sobre seus entes queridos. O serviço pode ser usado tanto por amigos e familiares de pessoas no Nepal quanto por pessoas trabalhando na busca e acolhimento de vítimas nas áreas afetadas no Nepal. Já foram mais de 7 mil registros desde sábado, que podem dizer sobre o estado de saúde de alguma pessoa ou apenas um aviso de que ela foi encontrada. A ferramenta pode ser embedada em outros sites e desenvolvedores também podem customizá-la de acordo com suas necessidades.

Após o terremoto, o Facebook lançou o Safety Check Tool. Com ele, usuários da rede social podem avisar seus familiares que estão seguros. A ferramenta usa os dados de GPS dos celulares dos usuários e, se a pessoa estiver na área afetada pelo terremoto, recebe uma notificação pedindo para atualizar seu status. Amigos na rede social também podem atualizar os dados de conhecidos que estão na área, avisando aos outros membros da rede que a pessoa está bem (ou não), caso eles próprios não possam fazê-lo. A notificação funciona tanto em computadores quanto pelo aplicativo do Facebook.

Os riscos do terremoto não acabam rapidamente. É muito comum que hajam tremores menores após o primeiro, como o de força 6,7 em Katmandu, capital do Nepal, no domingo. Essas instabilidades sísmicas posteriores podem derrubar edifícios fragilizados e causar mais devastação. Mesmo sem outros terremotos, a precariedade das construções na região continuam gerando deslizamentos e acarretando em mortes dias depois. Pensando nisso, a Earthquakes without Frontiers pesquisa locais onde provavelmente houveram/haverão deslizamentos de terra para já alertar as autoridades sobre o risco e evitar mais mortes. Os cientistas analisam dados de imagens de satélite e também históricos de terremotos da região para avaliar quais são as áreas mais vulneráveis. Dentre elas, as de maior risco de morte são as mais remotas, onde as informações (e a ajuda) demoram a chegar, por isso, quanto mais rápidas elas forem identificadas, melhor.

Conheça outras ideias que pretendem ajudar zonas sísmicas a reduzir o número de vítimas em casos de tremores.

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