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FabLabs: conheça os espaços que prometem acelerar a inovação e promover conhecimento compartilhado

Imagine um lugar que oferece máquinas capazes de produzir qualquer objeto que você quiser. Equipamentos que possibilitam desenvolvimento rápido de produtos e soluções e contribuem para que o conhecimento seja cada vez mais livre e compartilhado.

O primeiro FabLab nasceu no MIT como parte da disciplina “How To Make (Almost) Everything”, ou “Como Fazer (Quase) Tudo”, do professor Neil Gershenfeld. A partir daí, o conceito foi aberto para quem desejasse abrir um espaço parecido, tanto em universidades como na iniciativa privada.

Entretanto, para fazer parte da rede oficial mundial, é necessário ter algumas características específicas que juntas formam o conceito de FabLab. É preciso, por exemplo, garantir acesso público ao espaço, além de ter algumas máquinas específicas, como uma impressora 3D, uma cortadora a laser e fresadoras de grande formato ou de precisão (que são máquinas capazes de cortar mais tipos de materiais do que você consegue imaginar). Além disso, como é uma comunidade, é interessante participar da reunião que acontece uma vez ao ano, que junta todos os FabLabs do mundo em um só evento.

A proposta dos FabLabs vem ganhando a atenção de empresas e governos. Isso porque o espaço atrai pessoas inventivas e talentosas que utilizam as tecnologias de forma colaborativa e trazem valor às instituições. A AirBus, por exemplo, criou um FabLab dentro da empresa. A intenção é ter um espaço de inovação, para trazer ideias disruptivas geradas de dentro da própria AirBus. Segundo Alain Fontaine, da Célula de Inovação da AirBus, a capacidade de criar excelentes modelos de aviação está diretamente relacionada à capacidade que a empresa tem de atrair talentos para isso.

Além de serem espaços incríveis, a ideia é que os FabLabs sejam sem fins lucrativos. Por isso, algumas prefeituras já perceberam o potencial que esse tipo de ação pode ter. Com o objetivo de incentivar a criatividade e os projetos de conhecimento livre, a prefeitura de São Paulo lançou nesse mês um edital para abertura de 12 FabLabs na cidade. Eles serão distribuídos por todo o território, e terão diferentes portes – quatro serão maiores e os outros 8 menores.

Atualmente, no Brasil, existem 14 FabLabs ligados à rede mundial. No mundo todo são 474, segundo a FabLab Network. Três deles estão em Barcelona.

A capital da Catalunha  promoveu, no ano passado, a conferência FAB10 para estimular a cultura maker. No mesmo evento, a cidade também anunciou a criação de mais FabLabs, que podem colocar Barcelona como a primeira Fab City do mundo.

Seja participando de workshops, alugando algum dos equipamentos ou se tornando frequentador assíduo, se você não quer ficar de fora na nova forma de criar coisas, é bom marcar sua presença no FabLab mais próximo.

 

Via 1, 2

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