• 3042969-slide-s-7-this-world-heritage-site1
  • 3021384-inline-3021384-slide-xochicalcoperspective-image

Explore ruínas fechadas ao público com ajuda da tecnologia

Os avanços da realidade virtual expandem seus limites para todas as direções. Este mês, um novo experimento em São Francisco abriu para “visitação” uma caverna classificada como Patrimônio da Humanidade localizada na China, há mais de 10 mil quilômetros de distância. As Cavernas dos Mil Budas têm pinturas e esculturas feitas no século II a.C. e são bastante frágeis – muitas delas estão fechadas para visitação. Mas agora, com ajuda do Oculus Rift, é possível visitar um dos templos da Dinastia Tang sem ameaçar a integridade da arte preservada ali.

Pesquisadores escanearam o local em 3D durante três meses para tornar o projeto possível. Depois  uma equipe da Universidade RMIT, na Austrália, transformou essas informações em tour virtual em instalação nos Estados Unidos.

ACIM & ALiVE’s project: Pure Land Augmented Reality Edition (2012) from SCM, CityU of HK on Vimeo.

Além do Oculus Rift, a equipe também incluiu sensores nas mãos dos visitantes para que elas aparecessem na imagem projetada virtualmente e a tecnologia do kinect foi usada para sincronizar os movimentos pelo espaço com as imagens da caverna. A experiência se completa com uma trilha sonora meditativa transmitida por fones de ouvido.

Também preocupados com a deterioração de sítios arqueológicos importantes para a humanidade, a ONG CyArk tenta preservar essas riquezas por meio do escaneamento em 3D. Eles começaram com mais de 500 locais que consideraram estar em risco, como as ruínas de Angkor Wat no Camboja e Chichén Itzá no México.

Além de criar uma base de dados que pode se transformar em tour virtual no futuro, as imagens também contribuem para sua restauração. Uma tumba real em Uganda e um portão do século XIV na Coreia, ambos terrivelmente destruídos pelo fogo depois que a equipe do CyArk capturou suas imagens, foram restaurados com ajuda dos arquivos digitais.

As equipes de pesquisa da CyArk pretendem terminar de escanear pelo menos 500 locais até 2017 e, a partir daí, criar um sistema para continuar catalogando a história da humanidade.

Faça seu comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>