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Estica, dobra, reduz, aumenta: a adaptação é tendência no design de móveis

Designers, arquitetos, engenheiros e até programadores estão projetando mobília adaptativa, que muda de forma de acordo com as necessidades dos seus donos.

Com tecnologia de ponta em mãos, o departamento de robótica do Centro Nacional de Competência em Pesquisa da Suíça está desenvolvendo os Roombots, robôs modulares que se juntam para formar diferentes tipos de móveis, como cadeiras, mesas, sofás e o que mais o seu dono quiser.

As possibilidades são infinitas. Tanto os setores públicos quanto privados poderiam usar os robôs em eventos temporários, por exemplo. Porém, os pesquisadores estão focados no aperfeiçoamento dos Roombots para servirem como tecnologia assistiva, para pessoas com mobilidade reduzida, como idosos e pessoas com deficiência ou doenças degenerativas. Uma mesa, por exemplo, poderia se adaptar para ficar mais alta ou mais baixa, ter uma lâmpada acoplada para melhorar a iluminação ou um espaço para armazenar os remédios que a pessoa toma diariamente. Depois que sua função não for mais necessária, os módulos podem todos se desconectar e ser guardados desmontados – ou mudar de forma e ganhar outra função.

Veja como funcionam:

O arquiteto e engenheiro Carlo Ratti http://www.carloratti.com/ criou mesas que também são bastante adaptáveis (mas sem robótica incluída). A myWING tem duas versões: freestanding e “built in”. Elas podem ser dobradas e redobradas para formar uma estilosa mesinha de centro, um criado-mudo ou uma mesa de apoio para o sofá:

Feitas em madeira e alumínio cortados à laser, cada pedacinho é levemente diferente do outro para que as formas se encaixem e desencaixem com precisão.

Ratti também criou uma cama-sofá-poltrona, o ChainSofa, feito de aço e uma cobertura de tecido:

Pensando menos em função e mais em decoração, a TOG “All Creators Together” http://www.togallcreatorstogether.com/ fabrica móveis em código aberto em parceria com designers reconhecidos do mundo todo, como Philippe Starck, Dai Sugasawa e Sebastian Bergne.

A ideia é que, a partir do desenho “básico” de seus parceiros de renome, os clientes customizem a mobília a partir de seu gosto pessoal, com a ajuda de uma comunidade de artistas reunidos em uma plataforma online. Duas tribos indígenas do norte do Brasil participam do TOG: Várzea Queimada e Yanawana. Eles adicionam palha, bordados, grafismos geométricos e outros estilos tradicionais de suas comunidades, adaptados para o design contemporâneo.

O cliente compra o projeto, recebe ajuda para customizá-lo e, no final, pode optar em receber o móvel pronto em casa ou baixar o projeto para ser impresso em 3D onde quiser.

open source furniture by philippe starck for TOG from designboom on Vimeo.

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