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Emojiativismo

Emoticons são uma das partes mais reconhecidas do internetês. As populares carinhas e formas elaboradas a partir de caracteres se popularizaram primeiro no Japão (onde são conhecidas como Emojis) e em seguida tomaram o mundo. Com o advento dos serviços de mensagem instantânea como o falecido MSN e o messenger, os emoticons se tornaram mais populares, com um “redesign” que deu formas mais lúdicas e até animações aos caracteres. Até a Apple entrou na onda das carinhas simpáticas a partir do iOS 5, com o pacote iEmoji. O que faz desses pictogramas um sucesso? A capacidade de represnetar emoções e situações humanas a partir de uma simbologia simples e identificável em praticamente todas as culturas ao redor do mundo. Mas isso não impediu os Emojis de estarem no centro da mais nova polêmica racial na internet.

Uma petição online, disponível no domínio dosomething.org, exige que no novo iOS 7, que será disponibilizado nas próximas semanas, a Apple incluia ao menos quatro novos emojis: um homem, uma mulher, um garoto e uma garota. Negros. A explicação é simples: dos 800 emoticons, apenas dois não seriam “caucasianos”: um “vagamente asiático” e um com um turbante. A petição reclama justamente dessa falta de diversidade étnica entre os pictogramas que representam de tudo: desde todas as fases da lua até um cocozinho sorrindo.

A demanda ganhou o apoio das redes sociais, com twitters de ativismo (@blckpeopleemoji) e apoio de famosos, como Miley Cyrus. Considerando que ao lançar o iOS a Apple acrescentou os primeiros casais homossexuais ao pictograma, é provável que a inclusão de rostos de diferentes etinias não demore muito a acontecer. A mudança está nas pequenas coisas.

Insight Da Vinci: parece até bobagem essa preocupação com emojis, mas não é. Com o fato da Apple adotado o uso desses símbolos, eles se difundiram rapidamente em todo o mundo. O que muita gente não sabe é que os emojis, por terem sido criados no Japão refletem muito da cultura japonesa. Até porque, em 2011, quando a Apple passou a utilizá-los, o grande objetivo era atrair os adolescentes orientais. Agora, com a adoção por parte de ocidentais de todas as idades, os emojis inevitavelmente passaram por adaptações. A antropóloga cultural da Universidade da Califórnia, Mimi Ito, afirmou em entrevisa ao New York Times que normalmente existe um intervalo de 10 anos entre o momento em que uma forma de comunicação é adotada e quando ela se torna uma norma. E agora com os emojis, segundo Ito, estamos ainda em algum lugar próximo ao meio desse intervalo. Saiba mais.

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