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Como o Airbnb chegou à Cuba, onde a internet é precária e cartões de crédito inexistentes

Em dezembro do ano passado, Barack Obama e Raul Castro estiveram nas manchetes do mundo inteiro ao anunciar a retomada das relações diplomáticas entre os Estados Unidos da América e Cuba. Depois de mais de 50 anos de embargo político e econômico, o presidente americano noticiou o início do processo de normalização das relações entre os dois países. Apesar de mantido, o regime socialista cubano se preparava para uma nova era – a da inovação.

Uma empresa norte-americana quer fazer parte da transformação. O Airbnb, uma grande plataforma de compartilhamento de moradias de pessoas físicas ao redor do mundo, acaba de aportar na ilha. Em todo o mundo, o funcionamento do site está estritamente ligado à internet e a cartões de crédito, que possibilitam as reservas e os pagamentos online.  Em Cuba, a maior parte da população ainda não tem acesso à rede e as transações comerciais ainda são, majoritariamente, feitas em espécie, já que apenas uma parcela pequena tem conta em banco.   Como a empresa precisou repensar seu modelo de negócio para chegar à ilha?

Nos anos 90, o governo regulamentou o funcionamento das pousadas. Apesar da tecnologia precária, alguns empreendedores locais criaram sites com ofertas de casas para aluguel.  Nesse cenário, o Airbnb enxergou o potencial de atuação no país: reforçar uma rede já existente de intermediários.

A empresa criou parcerias com “cafeterias de internet para hospedagem”, que já facilitavam reservas em outros sites e tinham ligações com a maioria das casas para alugar em Cuba. O Airbnb criou uma taxa para serviços de gerenciamento, repassada às cafeterias. Dessa forma, o serviço informal das empresas intermediárias ganhou suporte e estrutura. A inovação não envolveu grandes projetos tecnológicos ou mudanças no modo de vida das pessoas. O Airbnb teve uma visão inteligente de futuro aliada ao senso de oportunidade, sem desrespeitar as tradições e regras locais.

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