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Atenção criptógrafos de plantão: o manuscrito Voynich quer realmente nos contar alguma coisa

O maior texto incompreensível do mundo não é uma compilação de receitas médicas escritas à mão e sim um livro escrito há mais ou menos 600 anos por um autor desconhecido. Chamado de “Manuscrito Voynich” (em homenagem ao livreiro que o descobriu em 1912), o livro tirou o sono de diversos decifradores amadores e profissionais por conter um texto escrito em um alfabeto desconhecido (que deve ter de 19 a 29 caracteres) com uma mensagem ininteligível. São 204 páginas, 102 folhas de pegaminho medieval, contendo escrita completamente enigmática, permeada por ilustrações de botânica, astronomia e figuras femininas. Teorias divergem entre quem ache que o livro é uma brincadeira de alguém do passado, que seja apenas um “blá blá blá” sem sentido mesmo, e quem ache que o manuscrito quer, sim, nos dizer alguma coisa.

Um estudo publicado dia 21 de Junho pela Academia Húngara de Ciências é mais um argumento para a segunda hipótese. Damián Zanette e Marcelo Montemurro analisaram estatisticamente a estrutura de todo o documento e constataram que ele possui uma organização complexa de distribuição de palavras, compatível com a de línguas reais. Além disso, o estudo conseguiu extrair algumas das redes semânticas de palavras do texto, que podem ser uma chave para que descubramos o que o seu autor queria dizer no final das contas.

Mas calma, o fato de que existe uma coerência linguística nos caracteres indecifráveis do Manuscrito Voynich não significa que ele não o seja de uma língua inventada. Ou que ele tenha algum sentido literal. Sem uma espécie de Pedra de Roseta para começar a traduzir o texto, pode ser que nunca consigamos saber a verdade por trás dele. Ainda quer tentar decifrar o mistério? Veja o manuscrito completo. Mesmo sem conseguir entender patavina, é uma publicação muito bonita.

Insight Da Vinci: O estudo das línguas é algo fascinante que tem atraído a atenção de pesquisadores do mundo todo, até mesmo daqueles que à princípio não teriam nada a ver com o assunto. Que o diga Murray Gell-Mann, físico vencedor de um Prêmio Nobel, que relata brevemente neste vídeo seu interesse pela origem das línguas modernas.

Comentários

  1. Me parece que os historiadores , não estão analisando a tese de que esse livro pode conter informações valiosas sobre plantas medicinais , que podem trazer a cura que tantos cientista procuram para os dias de hoje . Não digo isso somente pelas quantidades de desenho de plantas , mas sim da forma de organização de suas palavras em toda folha , uma forma distribuída adequadamente como se fosse explicações de cada membro das figuras .
    #PenseNisso

  2. Bom um livro bastante enigmático a sintaxe de criação é bastante ornamentista com uma forma qualificativamente precisa!!
    Por mais que os cientistas tentem decifra-lo teria de ter muito mais do que uma mente humana normal pode fazer!!

    Esse Código em si é uma fonte de sabedoria mais precisamente é um código único, provavelmente um homem de experiencia medica ou cientifica criou como obra unica, um código que talvez foi desenvolvido durante a sua infância e que supondo assim foi agregada a sua vida até a sua forma adulta.. muito parecido com códigos romanos mais com formas naturais bem inusitadas…

  3. Olá,

    Gostaria de ver de perto este manuscrito.
    Tenho certeza que sei o que e uma das gravuras e desconfio sobre o restante.
    Gostaria muito de me reunir com um grupo especialistas em fitoterapia.
    Uma das gravuras foi a maior descoberta de uma época.
    Direi apenas sobre testemunhas e registro. tenho certeza sobre ela.

    Atenciosamente

    W.Queiroz

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