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As possibilidades infinitas do Oculus Rift, dispositivo de realidade virtual que rastreia seus movimentos

Todos os anos, comunidades de gamers do mundo todo esperam ansiosamente para experimentar jogos com realidades virtuais. Imagine como seria jogar dentro de um cenário com uma visão de 360° o tempo todo, de qualquer ângulo – é o que o Oculus Rift torna possível. O projeto começou no Kickstarter e foi comprado pelo Facebook em março deste ano. Já existem grandes promessas e algumas aplicações para o dispositivo que expandem o uso nos jogos e que apontam os rumos da tecnologia num futuro não tão distante.

O 11:57 é um filme de terror que foi desenvolvido especialmente para essa plataforma. Nele, o espectador é o personagem principal, preso em uma cadeira em um porão e sujeito às ameaças das pessoas que o capturaram. Para filmar, os diretores usaram 6 câmeras GoPro HERO 3+ gravando ao mesmo tempo, com a equipe de filmagem escondida pelo porão que serve de cenário para o curta. Uma sessão especial de estreia foi feita na locação das filmagens e os espectadores foram atados às suas cadeiras durante a exibição para aumentar a sensação de realidade do filme. Ele está disponível grátis para download no site e pode ser visto no celular (Apple e Android), no computador, além do Oculus Rift, que oferece a melhor experiência.

Veja o trailer de 11:57 

A jornalista Nonny de la Peña, da UCS (School of Cinematic Arts, escola de artes cinematográficas da Universidade de Los Angeles) também já está explorando a realidade virtual para criar reportagens “imersivas”. Isso significa que os leitores-espectadores podem experimentar das situações descritas em matérias como se realmente estivessem lá, em primeira pessoa. Na experiência, jornalistas utilizam da realidade virtual para criar as visões, os sons e as sensações das notícias.

A primeira dessas matérias/jogos foi o JFK Reloaded, um newsgame em que o leitor é o assassino do ex-presidente estadunidense John Kennedy, enquanto explora todas as teorias da conspiração sobre o acontecimento na década de 1960. Nonny De la Peña também criou outras experiências, como uma visita virtual à Baía de Guantánamo, Cuba, onde os EUA têm uma prisão de segurança máxima e uma matéria sobre a fome em Los Angeles. Ela ainda idealizou um projeto especial feito com o Fórum Econômico Mundial que mostrou como era a explosão de uma bomba em Aleppo, Síria.

No exército, soldados de vários países já vêm usando outros mecanismos de realidade virtual para treinar e fazer terapia pós choque. Já o governo da Noruega levou a tecnologia mais adiante ao empregar Oculus Rifts para melhorar a visão dos motoristas de tanques de guerra. O dispositivo fica conectado a duas câmeras Go Pro fora do veículo, que eliminam o problema dos pontos cegos dos tanques e a necessidade do soldado tirar os olhos dos seus alvos para checar diferentes telas em sua cabine de operações. Os “óculos”, além de mostrarem o ambiente em volta do tanque como se ele fosse transparente, também exibe informações vitais aos soldados motoristas da mesma forma que os vídeo games fazem.

Mas o uso do Oculus Rift vai além do entretenimento e da informação. O Facebook, ao adquirir a companhia, ressaltou como a realidade virtual é uma forma de comunicação do futuro e uma proposta de elevar as interações sociais a outro nível. A comunidade que apoiou o Oculus Rift no Kickstarter teme pela sua autonomia depois de ser comprado pela gigante das redes sociais, mas, ao mesmo tempo, a empresa pode investir e avançar nas pesquisas sem precisar recorrer ao financiamento coletivo.

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