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A escola do século 21

Enquanto por um lado assistimos o Brasil figurar nas piores posições de rakings da educação (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/11/121127_educacao_ranking_eiu_jp.shtml), por outro encontramos novos e promissores modelos que podem inspirar as mudanças necessárias (a exemplo do que fizeram países como Córeia do Sul e Alemanha no passado).

Encontramos um lugar em que a imaginação tem lugar de destaque, os sonhos são concretizados e jogar é fundamental. O que faz desse lugar uma escola e não um parque é seu modelo educacional. O nome dele é PlayMaker. Foi desenvolvido pela GameDesk, que merece um apresentação mais detalhada.

GameDesk é uma organização sem fins lucrativos formada por professores, desenvolvedores de jogos, pesquisadores, escritores, artistas, engenheiros, etc. Seu objetivo é criar e experimentar novas e melhores práticas de ensino. Só com esse time já dá para perceber que nada é feito sem embasamento. Eles tomam como base sete anos de pesquisas realizadas pela Universidade da Califórnia. Feita a apresentação, podemos voltar ao PlayMaker.

O modelo gira em torno de quatro pontos principais:

1. Aprender jogando: enquanto se divertem as crianças interagem e cumprem desafios orientados.

2. Aprender construindo: elas constroem, reconstroem e destroem para entender como as coisas funcionam, além de descobrirem como podem aplicar o que aprendem.

3. Aprender investigando e descobrindo: as crianças são conduzidas através de diferentes domínios, nos quais aprendem como investigar e criar significados em torno de conceitos.

4. Aprender através de um currículo orientado pelo interesse: a Escola PlayMaker incentiva os alunos a buscarem o aprendizado através de seus próprios interesses. Ajuda as crianças a descobrirem seus talentos e encontra maneiras de colocá-los em ação.

O currículo está plenamente alinhado às diretrizes nacionais de educação dos Estados Unidos, mas faz isso fugindo completamente do tradicional. O aluno aprende enquanto projeta uma montanha-russa, pilota em simuladores de voo, descobre invenções antigas, explora uma biblioteca de aplicativos e jogos educativos. Os idealizadores afirmam que as crianças precisam desenvolver relacionamentos significativos com as disciplinas através de experiências criativas e divertidas, e isso só se torna possível quando elas se sentem capazes e recebem esse poder.

A escola é tão contemporânea que todo o seu know-how está acessível para quem se interessar. O DreamLab é o braço da escola que tem por objetivo disseminar o currículo através de materiais e workshops. Além disso, todas as atividades da Escola PlayMaker são postadas em seu site, Facebook e Twitter.

http://www.playmaker.org/

Alguém aí se lembrou do garoto Caine (http://cainesarcade.com/) que deu origem a Imagination Foundation? Nós também. ;)

E para ninguém sair pensando que nada parecido está acontecendo no Brasil, apresentamos o Prêmio Miniempresa (http://www.premiominiempresa.org.br/), criado pela Junior Achievement em parceria com o Sebrae. O prêmio incentiva os adolescentes a terem uma visão empreendedora, ao mesmo tempo que eles se enriquecem de valores como: colaboração, trabalho em equipe, planejamento, etc. O vídeo abaixo é o resultado de uma das 20 miniempresas finalistas e mostra como o caminho encontrado pela PlayMaker também é muito possível para nós.

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