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A dança da inovação

Tom Kelley que nos perdoe, mas se inovar é uma arte, queremos propor que seja a dança. E a escolha não é ao acaso. Tomemos como referência (quase um estudo de caso) a dançarina e coreógrafa Deborah Colker. Seu trabalho é uma demonstração de como a dança pode inspirar a inovação nas empresas. Partindo do conceito: dança não é apenas arte, é técnica. A beleza da criação artística se manifesta através de procedimentos, passos e movimentos exaustivamente ensaiados. O ensaio é o protótipo que antecipa os erros. O resultado visto no palco é semelhante ao produto, serviço ou processo inovador. Só existe valor se for executado e bem executado. Dança e inovação sem o movimento da execução, são apenas ideias e ensaios. Não que a ideia seja menos importante, pelo contrário, a ideia antecede o primeiro passo. E as ideias de Deborah não vem de lugares extraordinários. Vem do cotidiano, da observação das coisas ordinárias. E daí se desenvolvem com muito trabalho. Começam turvas e vão ficando cada vez mais nítidas, à medida que são aprimoradas. No princípio, pode-se nem saber onde as ideias vão dar. É um risco, mas em prol de caminhos novos. Porque o resultado final deve ser algo com gosto novo, transformador, para quem dança e para quem assiste. O que começa na cabeça de Deborah Colker não termina apenas nos pés dos seus dançarinos. E o verdadeiro espetáculo se cria através de parcerias: no cenário de Gringo Cardia, na música de Berna Ceppas e na iluminação de Jorginho de Carvalho. Mesmo a parte mais importante do projeto, sem as outras, é apenas uma parte. Com tudo isso, não acha que há muito a se aprender com a dança e com a primeira mulher a dirigir um espetáculo do Cirque du Soleil? Uma bela inspiração para inovar e não dançar, no sentido indesejado da palavra.

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